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Ótima quinta amantes de grãos torrados! Chegou nossa quinta-feira, um dia lindo que antecede algo tão bom: a sexta-feira. Então prepara a xícara de café e nos acompanha nessa análise de crítica e resenha (com alguns spoilers) de…

Mad Men

Aclamada pela crítica especializada por sua autenticidade histórica e estilo visual, e vencedora de múltiplos prêmios, a série mostra Nova York nos anos 1960. O protagonista Don Draper enfrenta dificuldades para permanecer no topo do mundo de grande pressão das agências de publicidade na Madison Avenue. Em torno dele estão sua família, os demais sócios e os funcionários da agência. A rotina de Don, suas relações pessoais e profissionais acabam mostrando as mudanças sociais e morais dos Estados Unidos na década de 1960.

Oie galera cafeinada! Tudo bom com vocês?
Eu sou publicitária, e obviamente acredito ter demorado muito para ver essa série.

Eu fui conquistada por essa série de uma maneira profunda, particularmente por eu ser de publicidade e propaganda, e o ambiente da série me ser especialmente familiar, mas não só por isso. Essa é uma das séries com o roteiro mais rico que vi nos últimos tempos, bem completa para desenvolver cada personagem em especial.

!Alerta de Spoiler!

As séries da HBO são bastante condensadas (Sim pessoal, existe vida fora da Netflix). Eu acredito que o ambiente empresarial de escritório possa parecer meio parado para quem não conhece a rotina, mas se você for assistir, aconselho que tente ver do ângulo de cada personagem. Personas muito bem construídas, com dificuldades pessoais e profissionais onde só na propaganda encontram fuga, ou alívio. Tanto que a série, de maneira “brasileirada”, se chama “Inventando a Verdade”.

Como profissional da área, preciso dizer que não é sobre inventar verdade, mas de enlatar desejos, vender felicidade engarrafada, amor com rótulos, e sim, você que está lendo isso faz parte disso muito mais que imagina, todos fazemos. Ainda que você seja um hippie, que more numa casa sustentável e consiga caçar sua própria comida, até mesmo esse conceito lhe foi vendido.

Outro ponto alto dessa série, que contém 7 temporadas, é a transição de uma década icônica, os anos 60 para os 70. Guerra. Moda Hippie. Saias rodadas. Mulheres usando calças. Cabelo comprido. O Jeans surgindo.

Eu me identifiquei muito com a personagem da Peggy Olsen, tanto pela sua atuação na área criativa, quanto à ter voz como mulher numa agência de publicidade, com os colegas e com os clientes (sim isso ainda acontece nos tempos atuais).

Cada personagem conseguiu ganhar um desfecho incrível, inclusive a ex mulher de Don, com câncer de pulmão representando o fim do império da industria do tabaco, é extremamente marcante.

O feminismo assumindo a vida de mulheres que não conseguiam se sentir encaixadas na sociedade patriarcal.

Don Drapper, é a estrela do show. Sua frieza sentimental, mantém mulher e filhos à certa distância. Sempre com muitas amantes, ele demonstra não conseguir se encontrar. Até que na última sessão decidi jogar tudo para o alto, e deixa a agência.

Ele tem um encontro com seu auto ego, e descobre que dentro dele havia um turbilhão de emoções não vividas.

Até que numa reunião em que ele está praticamente “aplaudindo o sol” ele se vê sendo levado para a única coisa que o completava. A publicidade. Sua realização verdadeira.

Isso é bem significativo, porque publicitários geralmente não conseguem descansar, estão sempre trabalhando, mesmo mentalmente, e não sabem ser outra coisa, de qualquer forma. Veja o vídeo final que de longe um do melhores finais de série da vida:

Mas e você o que achou?

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